História do Município

por Câmara Municipal de Estância Velha publicado 03/08/2021 09h35, última modificação 03/08/2021 09h35
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Origem do nome

 

O nome Estância Velha originou-se da localização do povoado, na margem direita do Rio dos Sinos, numa estância de criação de gado de propriedade do Governo Imperial. A área estimada era de quatro léguas de circunferência e a capacidade era de até seis mil cabeças de gado. Estância é um termo gaúcho usado para designar fazenda, rancho ou morada. Estância Velha também foi conhecida como Entrada de Bom Jardim. Em 1939, passou a denominar-se Genuíno Sampaio, que foi um Coronel com grande atuação no caso dos Mucker, em Sapiranga. Entretanto, este nome não teve êxito, e o povoado voltou a chamar-se Estância Velha, já em 1950.

 

Primeiros moradores

 

  • INDÍGINAS

Os primeiros moradores de Estância Velha foram os índios, pertencentes à várias tribos, com destaque para os Tupis-Guaranis e os Kaingangs. Os Tupis-Guaranis, que deram origem aos Charruas e Minuanos, viveram aqui há mais de 900 anos, conforme sítios arqueológicos encontrados em locais como a Toca dos Bugres (Morro dos Fleck) e Morro Agudo.INDÍGENAS


  • 1788 -  LUSOS E LUSO-BRASILEIROS

 Em 1788 foi instalada a Real Feitoria do Linho Cânhamo, à margem esquerda do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, com a finalidade de produzir cordames para os navios portugueses. Para produzir matéria-prima para este estabelecimento, promoveu-se um povoamento luso e luso-brasileiro, que espalhou dezenas de fazendas pelas redondezas. Entre elas a Fazenda Boa Vista (Portão), Fazenda Bom Jardim (Ivoti) e Fazenda Estância Velha (Estância Velha).


  • 1822 -  AÇORIANOS

Em 1822, nove casais de açorianos chegaram ao Rio Grande do Sul com seus filhos. Eles estabeleceram-se no local hoje conhecido como Rincão dos Ilhéus. Pertenciam às famílias dos Quadros, Picasso, Costa (2), Nunes da Cunha, Espíndola de Bitancur, Silva, Veríssimo, Cunha.


  • 1825 - IMIGRANTES ALEMÃES

A primeira leva de imigrantes alemães chegou ao Rio Grande do Sul em 25 de julho de 1824. Eles instalaram-se, inicialmente, no local da antiga Feitoria do Linho Cânhamo e depois foram distribuídos pela região próxima.

Em Estância Velha, os primeiros imigrantes alemães chegaram em 1825 e instalaram-se nas proximidades da Lagoa Lourenço Torres, na Boa Saúde, em cujas margens residia o vice-capataz Imperial, José Antonio de Quadros.

Imigrantes das famílias Ritter, Mattje, Sauer, Bauermann, Mattes, Nabinger, Jung, Ebling e outras, construíram seus ranchos à beira da estrada que ligava a Lagoa ao Portão Velho. Durante os primeiros invernos que passaram aqui, o pouco gado de que dispunham embrenhou-se nas matas. Ao saírem à procura dos animais, os colonos descobriram terras mais férteis e obtiveram licença para escolher terras ao norte do Travessão da Floresta Imperial. Estas terras, até a Lagoa da Boa Saúde, foram medidas e divididas em 26 lotes coloniais, com 77 hectares, e entregues aos colonos alemães.

 

 Dados administrativos e políticos


  • 1867

Em 4 de novembro de 1867, o povoação de São Pedro do Bom Jardim, 3º distrito de São Leopoldo, da qual fazia parte Estância Velha, foi elevada à categoria de Freguezia, através da Lei 635.

  • 1885 a 1888

Entre os anos de 1885 a 1888 a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul foi governada por Henrique Pereira de Lucena, que mandou construir uma estrada que ligava São Leopoldo à Vacaria, para facilitar o escoamento do gado dos Campos de Cima da Serra. A rua Presidente Lucena tornou-se uma das principais da cidade, contribuindo muito para o seu progresso.

  • 1930 

Em fins do século XIX já se encontravam em pleno funcionamento em Estância Velha diversos curtumes, selarias, metalúrgicas e casas de negócios. Baseado neste progresso foi baixado o Decreto nº 117 de 15 de janeiro de 1930, criando o 10º Distrito de São Leopoldo, com sede em Estância Velha. O primeiro subprefeito foi Carlos Mattes Neto.

  • 1938 

Em 31 de março de 1938, Estância Velha – 10º Distrito de São Leopoldo - foi elevado à categoria de Vila.

  • 1939

Ainda enquanto distrito de São Leopoldo, em 30 de junho de 1939, Estância Velha passou a chamar-se Genuíno Sampaio, através do Decreto nº 7842.

  • 1950

 Em 10 de abril de 1950, a Lei Municipal de São Leopoldo, de nº 177, restabeleceu o antigo nome à Vila, que voltou a chamar-se Estância Velha.

  • 1954-1958 - Sociedade Amigos de Estância Velha e comissão pró-emancipação

Em 22 de outubro de 1954 foi fundada por um grupo de senhores da comunidade, a Sociedade Amigos de Estância Velha, que foi registrada no Cartório de Registros Especiais de São Leopoldo no dia 14 de março de 1955. Esta entidade foi a base para o movimento emancipacionista, e dela se instituiu a Comissão Pró-emancipação, em 21 de janeiro de 1958, sob a presidência de Bruno Cassel. Em 12 de novembro de 1958 a Assembléia Legislativa aprovou a realização do plebiscito. O “Dia do Sim” foi 12 de dezembro daquele ano. A população aprovou a criação do município com 2.944 votos sim e 46 não.

  • 1959

Em abril de 1959 a Prefeitura de São Leopoldo imputou um mandado de segurança, alegando que Estância Velha não reunia as condições mínimas necessárias para a sua emancipação. Em 31 de agosto de 1959, a Assembléia criou uma nova lei, que dava a Estância Velha o direito de emancipar-se, mantendo o mandado de segurança. Em 8 de setembro de 1959, pela Lei 3.818, assinada pelo então governador Leonel de Moura Brizola, Estância Velha emancipou-se. Na oportunidade ficou constituída de três distritos: Sede (Estância Velha), Ivoti e Presidente Lucena (Nova Vila). O mandado de segurança foi anulado em dezembro de 1959. A primeira eleição para prefeito e vereadores aconteceu em 20 de dezembro daquele ano.

  • 1963

Com a emancipação de Portão, em 9 de outubro de 1963, Estância Velha perdeu uma parte de sua área territorial.

  • 1964

Em 19 de outubro de 1964, com a emancipação de Ivoti, o município passou a ter os aspectos geográficos que hoje conhecemos.

 

Religião, educação e vida em comunidade

 

  • 1835 - INÍCIO DA COMUNIDADE EVANGÉLICA

A Comunidade Evangélica de Confissão Luterana (IECLB) de Estância Velha formou-se em 1835 e em 1838 já iniciou a construção de sua primeira capelinha e seus primeiros livros eclesiásticos. Em junho de 1842 já possuía uma pequena igreja de madeira. Uma nova igreja de alvenaria foi inaugurada em 1º de maio de 1853, quando aconteceu a “Kirchweih”, ou inauguração da igreja, caracterizando o 1º Kerb de Estância Velha.


  • 1899 - SOCIEDADE DE CANTO UNIÃO

A Sociedade de Canto União foi fundada em 4 de julho de 1894 pelo pastor Zanders, Carlos Blauth, Adam Mattes, Jacob Dienstmann, João Mattes e Peter Mattes.


  • 1835 - INÍCIO DA METALÚRGICA METZ

A empresa fundada por João Metz, em 11 de setembro de 1899, completa em 2009, 110 anos de fundação. Começou a funcionar nos fundos da casa, bem na frente onde fica hoje o prédio da empresa. Basicamente eram produzidas jóias, mas a linha de produtos também incluía bombas de chimarrão e material de montaria. Em 1982, o último descendente do fundador Metz saiu da sociedade, 93 anos depois da fundação. Naquele ano, em 23 de julho, Bruno Cassel, um dos sócios da empresa e genro do fundador transferiu sua parte na empresa para a família Koch. A nova direção decidiu não alterar a razão social, mantendo o nome de Metalúrgica Metz. Em 1982, o último descendente do fundador Metz saiu da sociedade, 93 anos depois da fundação. Naquele ano, em 23 de julho, Bruno Cassel, um dos sócios da empresa e genro do fundador transferiu sua parte na empresa para a família Koch. A nova direção decidiu não alterar a razão social, mantendo o nome de Metalúrgica Metz. Em 11 de setembro de 1999, a família Koch, que ainda hoje controla a empresa, juntamente com os descendentes de João Metz, atuais e ex-funcionários da empresa reuniram-se para comemorar os cem anos da Metalúrgica. Durante a festividade, que reuniu também a comunidade de Estância Velha, foi aberta a mostra “Cem Anos de Metalúrgica Metz, na Casa de Cultura Erna Cassel.


  • 1939 -  HOSPITAL DOM PEDRO DE ESTÂNCIA VELHA

O Hospital Municipal Getúlio Vargas foi fundado em 25 de agosto de 1939, sob a denominação de Hospital Dom Pedro de Estância Velha. Sua criação se deu através da instalação de um consórcio com a participação de 11 cidadãos da comunidade: Carlos Antonio Bender, Balduino Weber, Reynaldo Leuck, Rudolfo Haensel, Albino Cassel Sobrinho, Jacob Guilherme Dienstmann, Edwino Leuck, Arthur Konrath, Carlos J. Muller, Carlos Adolfo Sauer e Edwino Moog. Até 1964 o Hospital Dom Pedro pertenceu à OASE – Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas, quando foi adquirido pela Prefeitura Municipal, e passou a chamar-se Hospital Municipal Getúlio Vargas.

 

  • 1947 - SOCIEDADE DE CANTO LYRA

Em 1º de março de 1947, trinta e uma pessoas reuniram-se na casa de Albino Leopoldo Herrmann e fundaram a Sociedade de Canto Lyra.


  • 1959 - COMUNIDADE CATÓLICA

A comunidade católica completou, junto com o município, 50 anos em 2009. A pequena capela, até hoje preservada ao lado da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no centro, foi construída com a ajuda dos evangélicos, uma vez que um dos critérios para a emancipação era a existência de uma Igreja Católica no povoado.

  • 1959 - IELB

A Igreja Luterana do Brasil (IELB) também comemorou 50 anos em 2009, mas com uma peculiaridade. O cinquentenário foi da constituição da igreja como paróquia. O culto a esta igreja é bem mais antigo e histórico, já que foi em Estância Velha a primeira pregação da IELB na América do Sul, em 19 de abril de 1900.

 

Hino de Estância Velha

 

O Hino de Estância Velha foi criado através de um concurso promovido pela Prefeitura Municipal em 07 de setembro de 1971, durante a gestão do prefeito Gabriel Steiner. A primeira apresentação ou execução do hino foi no dia 8 de setembro do mesmo ano, por ocasião dos festejos de 12 anos de emacipação política. Os autores foram João Milton Ritter e Aluisio Rhein Moreira, ambos alunos da Escola de Curtimento.


Salve, salve Estância Velha
Do couro a Capital
Nascida de antigas fazendas
De ouro e de lendas, de um ideal

Salve heróicos pioneiros
Imigrante alemão 
Desbravando as nossas matas
Com bravura e decisão

Salve aqueles que lutaram
Pela emancipação
Conseguindo autonomia
Para este lindo torrão

Salve o vale encantado
Um exemplo cultural
Onde todos lutam juntos
Para o avanço industrial

Salve 8 de Setembro
A história foi marcada
Entre brados de alegria
Estância Velha emancipada


Brasão

 

A escolha do Brasão de Estância Velha foi feita através de licitação pública, com a participação de cinco concorrentes, na gestão do prefeito Nestor Luiz Trein. O autor é Luis Carlos Bisol. O brasão, assim como a Bandeira, foi instituído como símbolo do município de Estância Velha, pela Lei Municipal nº 678/80, de 9 de maio de 1980.

 

Bandeira

 

A escolha da Bandeira do Município ocorreu através de um concurso promovido na Semana da Pátria, com a participação de nove núcleos: União, Lira, Floresta, Rincão, das Rosas, Vila Scherer, Centro, Escola D.Pedro I, e Escola Princesa Isabel. Os núcleos eram compostos pelas escolas do bairro. Uma comissão julgadora escolheu o trabalho do Núcleo Floresta como vencedor. Na autoria, a Escola Técnica de Curtimento, Escola Cenecista e Escola Otávio Rocha. A bandeira do município tem como cores oficiais o verde e o branco. É dividida em três partes: uma diagonal branca ao centro, e dois triângulos retângulos verdes nas extremidades, que representam:


- o verde: as matas, os campos e a esperança de seu povo na sua proteção;
- o branco: a paz e o espírito harmônico de seu povo, nas suas diferentes atividades.
- centralizado, na faixa diagonal branca, figura o Brasão do município. 


A bandeira foi instituída como símbolo do município, assim como o Brasão, pela Lei Municipal nº 678/80, de 9 de maio de 1980.

 

Fonte: Site Prefeitura Municipal